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O Consulado Geral do Reino Unido de Portugal, do Brasil e dos Algarves foi instalado em Marselha em 1822. O primeiro Cônsul Geral em funções, António Cândido de Faria, foi nomeado em 21 de maio de 1822 e permaneceu em Marselha até 16 de julho de 1828. Segundo o "Journal de Marseille" de outubro de 1822, a chancelaria do Consulado Geral situava-se na Rua Angoulême, nº 28 bis, que é atualmente a Rua de Rome.

A data de criação do Consulado Geral em Marselha é historicamente relevante, pois coincide com a independência do Brasil. Recorde-se que o Rei D. João VI, o "Clemente", utilizou o título de Rei de Portugal, do Brasil e dos Algarves até 1825, data do Tratado do Rio de Janeiro, que reconheceu a independência do Reino do Brasil. Por esse tratado, o Rei D. João VI é igualmente proclamado Imperador titular do Brasil, mesmo se é o seu filho Pedro I o verdadeiro soberano do país. Esse facto ajuda a explicar porque é que à data da sua criação o Consulado Geral em Marselha mantinha a alusão ao Reino do Brasil.

A criação de um Consulado Geral em Marselha era estratégica, atendendo à importância do porto da cidade no comércio que partia para o Atlântico e à crescente concorrência dos outros países europeus no comércio com o Brasil. Recorde-se que o Rei D. João VI tinha transferido a corte e o governo para o Brasil aquando das invasões napoleónicas e que apenas regressara a Lisboa em 1821.

Em 1890, o Consulado Geral em Marselha foi elevado à categoria de consulado de 1ª classe, o que releva a importância dada a este Posto consular.

 

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